A Eastman Kodak lançou na terça-feira uma linha de impressoras e de cartuchos de tinta de baixo custo para tentar conquistar espaço num mercado dominado pela Hewlett-Packard. Para a fabricante de câmeras, o aguardado lançamento da linha de impressoras jacto de tinta dá início a um ano em que ela espera concluir a difícil e cara transformação que resultou em dezenas de milhares de demissões.
A Kodak anunciou que em março começará a vender a linha de impressoras EasyShare All-in-One, com preços entre 150 e 300 dólares e capacidade para imprimir, fazer scanners e copiar documentos e fotos. Os cartuchos de tinta preta custarão cerca de 10 dólares e os coloridos sairão por volta de 15 dólares, 50% abaixo dos preços dos concorrentes, anunciou a Kodak, acrescentando que terá lucros com as vendas tanto das impressoras quanto dos cartuchos.
A empresa informou que a estratégia tem por objectivo sacudir o mercado dominado por HP, Canon e Lexmark, que operam vendendo impressoras abaixo do preço de custo e obtendo lucros no longo prazo por meio da venda de suprimentos para os equipamentos, como cartuchos de tinta.
Sob esse modelo, os consumidores que compram cartuchos ficam sem saber que também estão comprando tecnologia cara e específica de cada marca inserida em cada cartucho, afirma a Kodak. "Quando deitas aquela tecnologia no lixo e compras uma nova a cada vez que adquire um cartucho, e eles são caros", disse Cheryl Pohlman, directora de marketing da Kodak. "Com o nosso sistema, a cabeça de impressão faz parte da impressora; a única coisa que o consumidor precisa comprar é a tinta."
Ela aponta que os produtos fecham uma espécie de círculo para a Kodak, de modo que agora os consumidores poderão usar serviços de impressão Kodak nas três formas mais conhecidas: online, em máquinas especiais instaladas em estabelecimentos de varejo ou em casa.
"O que queremos é oferecer uma escolha às pessoas que desejam imprimir em casa", disse ela em entrevista à Reuters. "Acreditamos que esse seja um modelo de negócios lucrativo para a empresa e que para um consumidor ele represente mais liberdade quanto à forma pela qual pode imprimir o que desejar em casa."