JOGOS
 
STRONGHOLD
 

Há já quase dois anos, um trio de programadores tinham vontade de criar um verdadeiro simulador de castelo. E agora, lançam o fruto deste árduo trabalho com Stronghold. E para primeiro jogo da Firefly Studios, desfrutamos uma excelente aventura.




Aqui, o que conta, não é ser rei mas sim criar um império

Stronghold, é um Castle Sim, sob este termo esconda-se um jogo que mistura o gameplay de um jogo de construção de civilização (como Caesar III) e um jogo de estratégia em tempo real de quanto há de mais clássico, um pouco como Age of Empires. O conceito de simulação do castelo não é novo (os velhos jogadores podem lembrar-se de Castles da Interplay lançado no início dos anos 90), mas é a primeira vez que é tão bem simulado, com um gameplay poderoso.

O jogo começa na Europa medieval entre os séculos XI até XV. Podemos dizer que construir, arranjar, desenvolver, atacar e ocupar castelos será grande parte do teu quotidiano. Mas para começar, como todo soberano que se respeita, deves alimentar e tratar do teu povo antes de te lançar nas batalhas. Cortar madeira, caçar, criar campos de trigos, construir habitações, caminhos, e igrejas... são algumas pequenas tarefas que terás de cumprir.

Se o sector económico funcionar mal, a tua armada irá começar a desertar. O princípio da gestão económico do castelo está muito bem pensado e simples. Parece uma feliz mistura entre os Settlers e os Caesar. No que consiste ao aspecto militar, cada unidade do jogo tem as suas especificações, forças e fraquezas. Os jogadores terão de conhecer as respectivas forças das suas unidades se querem ganhar os combates. A campanha está aliás muito bem feita a este respeito, introduzindo progressivamente as novas unidades, permetindo assim dar facilmente conta das suas vantagens e fraquezas em combate. Por exemplo, os lanceiros são muito fracos no combate, mas são capazes de cavar um fosso e de empurrar as escadas que os agressores colocam nas tuas muralhas. Os cavaleiros são lentos, mas muito poderosos. Os mecânicos podem ser caros, mas são indispensáveis para construir artilharia (óleo a ferver, catapultas, armadilhas, etc.).

Em Stronghold, a chave do sucesso reside na popularidade. Quanto mais elevada é a tua popularidade, mais pessoas irão para o castelo, mais pessoas estarão ao teu serviço, mais próspero serás economicamente como militarmente. Se a tua popularidade desce abaixo dos 50 pontos (a média), o teu povo começa a ir embora. Gerir a sua cota de popularidade é um elemento chave do jogo. A tua pontuação de popularidade está indexada sobre um grande número de factores, como os alimentos disponíveis, a taxa de imposto, a provisão da cerveja no teu reino, a porcentagem do teu povo convertida ao cristianismo, a presença ou não de flagelos (pestes), a presença de equipamentos paisagísticos ou de torturas, etc, etc. Será necessário jogar com todos estes factores para manter uma boa reputação,


Interface intenso e confortável

O interface, é uma verdadeira jóia da ergonomia. A primeira dificuldade de um jogo deste tipo, é que para construir um castelo ao mesmo tempo belo e eficaz, é necessário visibilidade. Neste mundo a 2D isométrico, que dá uma boa sensação de relevo, é difícil à priori distingir se não há buracos na bela muralha. Uma simples pressão na barra de espaço e todo o relevo desaparece deixando visível somente as estruturas dos edifícios. Uma boa ideia para evitar construir castelos ineficaz e para encontrar tropas perdidas. O interface foi estudado com a preocupação da visibilidade e do conforto. Assim, basta olhar as suas reservas amontoar-se para ter uma ideia na quantidade existente, e com um simples clique temos direito a uma explicação detalhada dos recursos colocados na reserva, e esta preocupação de clareza existe em todo o jogo: um elemento simples e visível e mais os detalhes para quem desejar.


Um verdadeiro mundo vivo

Um dos numerosos pontos fortes de Stronghold, é que podemos abordá-lo de várias maneiras diferentes. A campanha militar clássica contém duas dezenas de missões, por certo lineares, mas que irão dar várias horas de prazer, de tão bem doseada que está a dificuldade. E para aqueles que gerir é uma profissão, os programadores do jogo criaram um modo de pura gestão económico, onde o objectivo não será conquistar territórios mas sim acumular dinheiro.

O modo multiplayer está também incluído no jogo, via GameSpy Arcade (até 4 jogadores) ou via rede local até oito. Aqui temos menos gestão e mais combate, onde a estratégia é a principal arma.


Conclusão

Stronghold é um jogo que irá satisfazer tanto os amantes da estratégia em tempo real como os de gestão. Campanhas variadas com boa duração de vida, um modo de construção livre e um editor muito bem concebido, este jogo tem uma duração quase ilimitada. Só os alérgicos ao género irão olhar este jogo de lado. Para os outros, é quase obrigatório obter esta referência.

 
 
 
Avaliação:
 
Gráficos Som Suporte Gameplay Total
8 8 9 9 9
 
Ficha Técnica:
 
Produtor :   Firefly Studios
Editor :   Take 2 Interactive
Estado :   Disponível
Data lançamento :   20 de Outubro de 2001
Género / Tema :   Estratégia Tempo Real, Gestão/ Guerra
Conf. jogável :   Pentium III 300 MHz, 64 Mb RAM
Conf. recomendada :   Pentium III 400 MHz, 128 Mb RAM
Multiplayer :   Sim
Nº de jogadores :   1 até 4 (Web) até 8 (Rede local)
Via Internet :   Sim
Comp. Win2000 :   Sim
DirectX :   7
Servidor Internet :   GameSpy
 
Links:
 

Produtor : Firefly Studios

Editor : Take 2 Interactive

Site oficial : FIREFLY STUDIOS' STRONGHOLD

 
Downloads:
 
 
 
 
 
 
Por: Sérgio Brandão

STRONGHOLD
 
Stronghold
 

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